segunda-feira, 20 de junho de 2016

Abro meu peito

Fuga para dentro do meu Ser...





Abro meu peito


Ninguém, de sã consciência, pode me julgar...

Ninguém conhece o tamanho do  meu sentir,

e muito menos viu como a minh'alma sangra,

por ter um dia se doado com amor desmedido...


Ninguem, ou quase ninguém, percebeu-nos...

Passamos por todos e consequentemente, pela vida...

Não fomos ninguém... mas, fomos tudo...

Tudo que nos foi permitido, em nosso mundo...


E o que foi este nosso mundo, senão uma vida dual,

de recipricidade singular e inusitada...

E hoje, totalmente fugidio do convivio humano,

Amargo a solidão oriunda de um amor desfeito...


Desfeito... desfeito pela fatalidade...




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