Fuga para dentro do meu Ser...
Abro meu
peito
Ninguém, de sã
consciência, pode me julgar...
Ninguém conhece o tamanho
do meu sentir,
e muito menos viu como a
minh'alma sangra,
por ter um dia se doado
com amor desmedido...
Ninguem, ou quase
ninguém, percebeu-nos...
Passamos por todos e
consequentemente, pela vida...
Não fomos ninguém... mas,
fomos tudo...
Tudo que nos foi
permitido, em nosso mundo...
E o que foi este nosso
mundo, senão uma vida dual,
de recipricidade singular
e inusitada...
E hoje,
totalmente fugidio do convivio humano,
Amargo a solidão oriunda
de um amor desfeito...
Desfeito... desfeito pela
fatalidade...


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